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24 de janeiro de 2013

Maria Bonita: Tradição Na Moda Brasileira

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Uma das marcas mais consagradas da moda brasileira. Essa é Maria Bonita, com uma longa história que data desde 1975, quando começou apenas vendendo por atacado.

Fundada pela estilista Maria Cândida Sarmento e por Malba Pimentel de Paiva, a Maria Bonita ganharia sua primeira loja no varejo em 1977. E logo em um lugar especial, no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. Esse seria o pontapé inicial para uma história de sucesso.

O conceito que regeu a Maria Bonita por todo esse tempo foi o de “a moda consome arte e a arte consome moda”. Naquela época, não havia uma marca que trouxesse esse elemento. Com toques ousados em suas peças, a grife logo começou a se destacar.

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Já em 1981 ampliou sua área de atuação com a loja aberta em São Paulo, na Rua Oscar Freire. No restante da década de 80, Maria Bonita recebeu diversos prêmios e se consolidou como nome forte na moda brasileira.

A década de 90 começou com ideias frescas na mente das fundadoras da marca. Em 1991, Maria Cândida e Malba Pimentel quiseram alcançar um público mais jovem, então lançaram a linha jovem Maria Bonita Extra. Marca essa que logo atingiu o sucesso e hoje possui um número de lojas maior do que a própria Maria Bonita.

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A Maria Bonita continuou sua escalada nos anos 2000. Abriu uma série de lojas por todo o Brasil. Foi em 2003 que a estilista Daniela Jensen assumiu o cargo de diretora criativa, quando Maria Cândido faleceu. A então assistente da fundadora, Daniela chamava a atenção pelo seu estilo de trabalhar com processos de artesanato e buscar a brasilidade nas criações. Foram 9 anos comandando a produção criativa da marca e cuidando dos desfiles, que teve seu auge em 2006, quando Maria Bonita entrou na gama de marcas a desfilar no São Paulo Fashion Week.

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Em 2012, Daniela Jensen deixou o posto. Segundo o diretor executivo da Maria Bonita, Alexandre Aquino, uma filosofia que vinha sendo implantada na Maria Bonita Extra começou a ser aplicada também na grife principal, que é das coleções serem assinadas por uma equipe. O objetivo era dar uma visão mais abrangente às criações. Modelo que vem sendo usado até hoje.

Acompanhe as novidades da Maria Bonita em seu site oficial.

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24 de janeiro de 2013

A carreira da chef Roberta Sudbrack

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Da faculdade de veterinária até se tornar a primeira chef presidencial. Natural de Porto Alegre, até seus 20 e poucos anos, Roberta Sudbrack não tinha planos de trabalhar com culinária, muito menos de atingir o sucesso profissional em Brasília.

Ela foi cursar veterinária, em Washington, quando surgiu a vontade de mudar de carreira. Durante sua estadia na capital americana, ela precisava cozinhar para si mesma, e isso, aliado a um certo interesse em gastronomia desde os tempos de infância fez com que Roberta mudasse de ramo.

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Mas o começo não foi fácil e glamouroso. Roberta morava com seus avós em Brasília e, após o falecimento de seu avô, ela começou a fazer e vender cachorro quente nas ruas. O que ela talvez não imaginasse é que a mesma cidade, reservava boas surpresas.

A chef começou a preparar refeições para pequenos eventos, normalmente jantares em casas. Em um desses jantares, o então presidente Fernando Henrique Cardoso estava lá. Ele gostou tanto que chamou Roberta para alguns eventos na residência presidencial até que a convidou para assumir de vez a cozinha.

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Em 1997 ela chegou ao Palácio da Alvorada com o status de ser a primeira mulher a ocupar a posição. E ela revolucionou a culinária presidencial, pode-se assim dizer. Foram seis anos à frente da cozinha do Palácio, tempo suficiente para preparar pratos para alguns dos chefes de estado mais importantes do mundo.

Ao deixar o cargo, Roberta resolveu abrir o seu próprio restaurante, e escolheu o bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para inaugurar o bistrô que leva o seu nome.

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À beira da Lagoa de Rodrigo de Freitas, o restaurante tem poucos lugares, só atende sob reservas e diz muito sobre sua culinária.

Roberta Sudbrack tem um estilo moderno, porém a base, como ela própria gosta de dizer, é simples. Ao olhar o cardápio de seu restaurante, percebe-se a presença do cachorro quente, prato que remete às suas raízes na gastronomia. Porém preparado de forma mais sofisticada, com queijo gruyère.

Como grande chef que é, ela coleciona inúmeros prêmios, dentre os quais pode-se destacar os de melhor chef nos anos de 2006, 2010 e 2011 e a presença de seu restaurante na lista dos 100 melhores do mundo, pela revista inglesa Restaurant, em 2012, a mesma que consagrou D.O.M, de Alex Atala, como o 4º da lista.

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A dedicação e a paixão ao que faz, além da simplicidade, são as marcas de Roberta. Ela diz que não abre um restaurante em outro lugar, pois gosta de estar presente na cozinha durante todo o tempo. Todos os dias separa os ingredientes que serão usados no preparo das refeições.

Segundo a chef, “O grande erro que acontece na gastronomia é o cozinheiro achar que ele é quem tem que aparecer. Quem tem que aparecer é o prato”.