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25 de enero de 2013

Arte-Design Dos Irmãos Campana

camoana

De Brotas-SP para uma posição de destaque no design internacional. Esse é um simples resumo da trajetória dos Campana, ou Irmãos Campana, a dupla de brasileiros que inovou com seu conceito particular de arte-design e hoje possui grande reconhecimento mundial por seu trabalho. Humberto Campana nasceu em Rio Claro-SP, a 17 de março de 1953, e Fernando Campana nasceu a 19 de maio de 1961, em Brotas, cidade onde ambos foram criados. São filhos de Alberto Campana, engenheiro agrônomo e Célia Maria Piva Campana, professora. Na juventude foram morar na capital paulista, onde ambos se formaram. Humberto formou-se em Direito pela USP, e Fernando em Arquitetura pela Belas Artes. Iniciaram sua carreira no Design em São Paulo, onde ambos chegaram a ser professores de Desenho Industrial da FAAP. Tiveram nessa época muita convivência com o cenário da arte mundial. A partir daí, vivendo no meio do Design, os irmãos passaram a participar de workshops e dar palestras pelo mundo. E a produção de mobiliário, de fato, começou entre o fim dos anos 80 e começo dos 90. Desde o início eles já se demonstravam propostos a trabalhar com materiais e formas diferentes do usual. Nessa época já saíram algumas produções importantes da carreira da dupla, como a Cadeira Vermelha, com armação de alumínio e tiras grossas de algodão como assento. Em 1994, tornaram-se, com essa peça, os primeiros brasileiros a expor no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York). Mas o enorme destaque mundial dos Campana veio nos anos 2000, com suas peças cada vez mais inovadoras e diversificadas. Nessa década, trouxeram à tona o conceito de arte-design, com peças de mobiliário que iam muito além do tradicional sem, no entanto, perder sua funcionalidade. Uma das principais características dos Irmãos Campana é a capacidade de produzir com materiais simples e diversos. Por exemplo, simples tubos de alumínio e tiras grosseiras de PVC: assim formou-se a série de móveis Zig Zag, de 2001. Ou cacos irregulares de espelho, que formam um mosaico no tampo da mesa Brasília, homenagem a Oscar Niemeyer. Outra criação famosa da dupla que segue essa linha são as cadeiras estofadas com dezenas de bichos de pelúcia: ideia simples, lúdica e inovadora. Já a cadeira Favela, feita com pedaços irregulares de madeira mostra essa característica da dupla aliada à preocupação social. Tal criatividade e versatilidade lhes trouxeram prêmios importantes nos anos 2000, como o prêmio especial do Museu da Casa Brasileira em 2001, por uma coleção de joias da H. Stern. Em 2005, receberam o Le Prix du Nombre d’Or no Salão de Móveis de Paris, e o prêmio principal da Feira Internacional de Móveis de Valencia pela cadeira Corallo, entre muitos outros. Atualmente, já consolidados como grandes nomes do Design moderno e com inúmeras mostras importantíssimas no currículo, eles continuam no topo, por sempre apresentarem trabalhos diversificados. Já fizeram uma coleção de camisas para a Lacoste, já decoraram o café do Museu D”Orsay, além de um quarto do luxuoso hotel Lutetia, ambos em Paris. E as colaborações não param por aí. Mais recentemente, em 2012, eles projetaram seu primeiro Hotel, o New Hotel Athens na Grécia, e criaram uma linha de viagem para a Louis Vuitton. O que virá a seguir”

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24 de enero de 2013

A carreira da chef Roberta Sudbrack

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Da faculdade de veterinária até se tornar a primeira chef presidencial. Natural de Porto Alegre, até seus 20 e poucos anos, Roberta Sudbrack não tinha planos de trabalhar com culinária, muito menos de atingir o sucesso profissional em Brasília. Ela foi cursar veterinária, em Washington, quando surgiu a vontade de mudar de carreira. Durante sua estadia na capital americana, ela precisava cozinhar para si mesma, e isso, aliado a um certo interesse em gastronomia desde os tempos de infância fez com que Roberta mudasse de ramo. Mas o começo não foi fácil e glamouroso. Roberta morava com seus avós em Brasília e, após o falecimento de seu avô, ela começou a fazer e vender cachorro quente nas ruas. O que ela talvez não imaginasse é que a mesma cidade, reservava boas surpresas. A chef começou a preparar refeições para pequenos eventos, normalmente jantares em casas. Em um desses jantares, o então presidente Fernando Henrique Cardoso estava lá. Ele gostou tanto que chamou Roberta para alguns eventos na residência presidencial até que a convidou para assumir de vez a cozinha. Em 1997 ela chegou ao Palácio da Alvorada com o status de ser a primeira mulher a ocupar a posição. E ela revolucionou a culinária presidencial, pode-se assim dizer. Foram seis anos à frente da cozinha do Palácio, tempo suficiente para preparar pratos para alguns dos chefes de estado mais importantes do mundo. Ao deixar o cargo, Roberta resolveu abrir o seu próprio restaurante, e escolheu o bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para inaugurar o bistrô que leva o seu nome. À beira da Lagoa de Rodrigo de Freitas, o restaurante tem poucos lugares, só atende sob reservas e diz muito sobre sua culinária. Roberta Sudbrack tem um estilo moderno, porém a base, como ela própria gosta de dizer, é simples. Ao olhar o cardápio de seu restaurante, percebe-se a presença do cachorro quente, prato que remete às suas raízes na gastronomia. Porém preparado de forma mais sofisticada, com queijo gruyère. Como grande chef que é, ela coleciona inúmeros prêmios, dentre os quais pode-se destacar os de melhor chef nos anos de 2006, 2010 e 2011 e a presença de seu restaurante na lista dos 100 melhores do mundo, pela revista inglesa Restaurant, em 2012, a mesma que consagrou D.O.M, de Alex Atala, como o 4º da lista. A dedicação e a paixão ao que faz, além da simplicidade, são as marcas de Roberta. Ela diz que não abre um restaurante em outro lugar, pois gosta de estar presente na cozinha durante todo o tempo. Todos os dias separa os ingredientes que serão usados no preparo das refeições. Segundo a chef, “O grande erro que acontece na gastronomia é o cozinheiro achar que ele é quem tem que aparecer. Quem tem que aparecer é o prato”.