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18 de janeiro de 2013

A Arte Do Grafite De Os Gêmeos

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No mundo do grafite, não existem irmãos mais conhecidos que Os Gêmeos. Otávio e Gustavo Pandolfo são paulistanos, nascidos em 1974 no bairro do Cambuci que é, inclusive, o local onde começaram a fazer seus primeiros trabalhos.

A arte da dupla, formada em desenho de comunicação, é muito característica. Os irmãos procuram unir os elementos urbanos, que o grafite representa por si só, com folclore e histórias populares. Tudo isso colorindo grandes painéis pela cidade, que podem ser muros, prédios ou até mesmo trens e carros.

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A carreira de Os Gêmeos começou no fim dos anos 80, mais precisamente em 1987, quando grafitavam no Cambuci. Nessa época, a dupla assumia a identidade do hip hop, o movimento guiou suas obras por um bom tempo, porém, com a aquisição de mais bagagem, os rumos mudaram e o hip hop praticamente deixou de ser presente em suas obras.

Mas o fato de não representarem mais o hip hop não significa que a influência do movimento em seus trabalhos tenha acabado. As críticas sociais também fazem parte do escopo de temas retratados pelos irmãos e, esse fator, é traço marcante dessa cultura.

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Com seus personagens quase sempre de pele amarela, carregando adornos, roupas e acessórios dos mais variados estilos, é fácil reconhecer quando se está diante de um trabalho de d”Os Gêmeos. Esse tipo de traços e a forma como as temáticas são abordadas, mostrando como é complicada a vida de muitas pessoas no dia-a-dia, fizeram de Otávio e Gustavo referências para o grafite brasileiro e os fizeram serem reconhecidos internacionalmente.

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E não só reconhecidos pelo grafite. Em suas exposições pelo mundo agora, é possível encontrar esculturas enormes com a assinatura dos irmãos, e não para por aí. Objetos customizados como instrumentos musicais e carros também fazem parte da gama artística de Os Gêmeos.

A arte de Otávio e Gustavo chegou a lugares como Estados Unidos, Chile, Espanha, Portugal e Grécia. E foi em território americano onde a dupla gerou a mais recente polêmica envolvendo seu trabalho.

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Os Gêmeos foram responsáveis pelo grafite de um painel, na cidade de Boston, intitulado “The Giant Of Boston”, que mostra um garoto simples, descalço, com uma camisa envolta da cabeça, deixando apenas os olhos de fora. Alguns cidadãos do município consideram que a figura possa ser associada com um terrorista e, por isso, queriam a retirada da obra do local.

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Causando polêmicas, colorindo as cidades… Os Gêmeos continuam a fazer sua arte pelo mundo.

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17 de janeiro de 2013

Alex Atala: A Carreira Do Maior Chef Brasileiro

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Ele não é só mais um chef brasileiro. Alex Atala é o nome da gastronomia tupiniquim mais conhecido em todo mundo. Seu restaurante D.O.M, em São Paulo, entra nas listas como um dos melhores do planeta.

Nascido como Milad Alexandre Mack Atala, em 3 de junho de 1968, o paulistano descendente de palestinos entrou no ramo da gastronomia por acaso.

Com seus 18 anos de idade, Atala decidiu fazer a tradicional viagem de mochileiro pela Europa. Como boa parte dos jovens que vão ao velho continente arriscar a sorte, ele precisou batalhar por dinheiro para seguir por lá. Então, o hoje famoso chef começou a trabalhar como pintor de paredes na Bélgica.

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Foi aí que entrou o acaso que levaria Alex Atala ao mundo gastronômico. Um colega pintor frequentava uma escola de cozinha e chamou o brasileiro para que também ingressasse, assim Atala conseguiria o visto para permanecer na Europa.

Quando começou a ter contato com a cozinha e trabalhar em restaurantes, o chef percebeu que “era muito mais legal cozinhar do que pintar”, segundo palavras do próprio. Assim, Atala começou a ter contato com pratos diferentes, como caviar, foie grãs e salmão defumado. Para ele, aquilo não era agradável, pelo menos de início, e não chegava aos pés dos sabores que desfrutava na infância.

Apesar dessa primeira experiência não tão boa, foi algo que serviu de aprendizado para que o chef se tornasse o brasileiro mais bem-sucedido na gastronomia mundial. Isso o fez entender a questão da importância das raízes na elaboração dos pratos. “Com os anos, entendi que nunca ia cozinhar comida italiana tão bem quanto um italiano, e por uma razão bem simples: aqueles sabores não estavam na minha cultura…”, afirma Atala.

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Ao compreender isso, o objetivo de Alex Atala se tornou claro: que ninguém pudesse fazer comida brasileira melhor do que ele. E essa meta foi alcançada com sucesso.

Mas, antes de atingir o sucesso com seu restaurante mais famoso, o chef passou por muitas experiências que contribuíram para que ele alcançasse o patamar atual.

Após seu período na Europa, que lhe rendeu conhecimento de cozinhas tradicionais no mundo como a francesa e a italiana (que também proporcionou o aprendizado de inglês, italiano e francês), e também o casamento com a chef Cristina Monaco, Atala retornou em 1994 ao Brasil, para ter seu primeiro filho, e foi trabalhar no restaurante Sushi Pasta.

Em seguida, viria o trabalho que começou a chamar atenção do mundo da gastronomia para Atala. Ao ingressar no restaurante Filomena, em São Paulo, ele renovou o cardápio do local, criou pratos que o marcariam como a entrada de alho assado e manga grelhada com pimenta branca e molho de maracujá.

Seu trabalho no Filomena lhe rendeu o prêmio de Melhor Jovem Chef, atribuído pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. De lá, seguiu para o restaurante 72 até que, em 1999, abriu o Namesa, eleito o melhor restaurante de comidas rápidas pela Veja São Paulo, no mesmo ano.

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Mas o Namesa era pequeno para o tamanho de seu sonho. Então, vendeu o restaurante para abrir o D.O.M, sigla em latim para Deo Optimo Maximo (A Deus, que é maior e melhor). Com a nova casa de alta gastronomia, Atala foi colecionando prêmios ao longo dos anos, mas o principal deles começaria em 2006, quando o D.O.M foi incluído na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo em lista da revista britânica Restaurant.

Ao começar na 40ª posição, o D.O.M começou a escalar posições no ranking a cada ano, até chegar na 4ª posição em 2012. Colocação que traz orgulho para Atala, mas que segundo ele estimulam a buscar a perfeição cada vez mais.

Em 2009, inaugurou o Dalva & Dito (o qual já falamos aqui;), que ficou conhecido por servir sua famosa galinhada nas madrugadas de sábado para domingo.

Alex Atala é um defensor ferrenho da culinária regional. Em seu caso, mais especificamente a cozinha amazônica. O chef visita o norte do Brasil com frequência e utiliza elementos presentes no local para aperfeiçoar seu modo de fazer gastronomia.

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Se é defensor da culinária regional, com relação a produção de alimentos seu pensamento é o mesmo. Ele acredita que os pequenos produtores brasileiros podem se destacar pela excelência de seus produtos e, para exemplificar, faz uma comparação interessante. “Existem queijos no mundo produzidos em chácaras, e custam caro porque a produção é limitada, artesanal, e o saber daquele artesão confere uma qualidade ímpar àquele produto”, diz Atala.

E não é só da boca pra fora que o chef apoia os pequenos produtores. Em seus restaurantes, Atala tem parcerias com alguns deles, que lhe fornecem ingredientes. Assim, como alguém que está entre os melhores do mundo, mostra que o Brasil também pode se destacar pela excelência na produção em pequena escala.

Subindo na carreira sem parar, o paulistano que gosta do estilo punk e adora Ramones continua focado e sem perder a identidade. Não será surpresa ver o D.O.M como o melhor do mundo futuramente.

Serviço:

D.O.M

Endereço: Rua Barão de Capanema, 549, Jardins – São Paulo

Contato: (11) 3088-0761

Dalva e Dito

Endereço: Rua Padre João Manuel, 1115, Jardins – São Paulo

Contato: (11) 3068-4444